Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs

  • 19/02/2026
(Foto: Reprodução)
Lula defende a regulamentação das empresas de tecnologia durante discurso na cúpula sobre IA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial, na madrugada desta quinta-feira (19). Em evento realizado na Índia, o presidente destacou o que vê como os dois lados da tecnologia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas”, afirmou. Ele comparou a inteligência artificial a marcos históricos como a aviação, o uso do átomo, a engenharia genética e a corrida espacial, observando que esses avanços tanto podem ampliar o bem-estar coletivo quanto representar ameaças. No caso da revolução digital e da IA, Lula diz que as tecnologias “impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, e a forma como conectamos uns com os outros”. “Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho. Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, afirmou o presidente. Presidente Lula e Sundar Pichai, CEO do Google, em cúpula de IA na Índia PR/Ricardo Stuckert Ainda segundo Lula, o avanço acelerado da tecnologia ocorre em um momento de enfraquecimento do multilateralismo, o que torna urgente a construção de uma governança global inclusiva. O presidente defendeu a regulamentação das chamadas big techs como forma de proteger os direitos humanos no ambiente digital e garantir a integridade da informação. “Capacidades computacionais, infraestrutura e capital permanecem excessivamente concentrados em poucos países e empresas. Os dados gerados por nossos cidadãos, empresas e organismos públicos estão sendo apropriados por poucos conglomerados, sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios”, disse. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”. A regulamentação das big techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países. O modelo atual de negócio dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia ao direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política. Lula ainda mencionou iniciativas em discussão no Congresso e o lançamento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, em 2025, como parte da estratégia para utilizar a tecnologia na geração de emprego, renda e melhoria dos serviços públicos. No plano internacional, o presidente reforçou a importância da cooperação multilateral e defendeu que a Organização das Nações Unidas seja o espaço central para a construção de uma governança global da IA que seja inclusiva e orientada ao desenvolvimento. Encontro com CEO do Google O presidente também se reuniu nesta quinta com o CEO do Google, Sundar Pichai, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial. O encontro ocorreu a pedido do executivo. Segundo Lula, Pichai destacou a importância do Brasil para a empresa, além dos investimentos já realizados no país. O CEO mencionou a abertura do Centro de Engenharia em São Paulo e as ações de infraestrutura e parcerias com o setor público. O presidente apresentou a visão brasileira para a área de IA incluindo ações do governo em serviços públicos digitais, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e projetos voltados à atração de investimentos em datacenters. Durante a reunião, também foram discutidas preocupações com riscos associados ao uso da IA, especialmente em relação a meninas e mulheres, além da proposta de marco regulatório em análise no Congresso Nacional, que prevê medidas de proteção para a indústria criativa brasileira. De acordo com Lula, o Google sinalizou compromisso em aprofundar a parceria com o governo brasileiro e ampliar ações conjuntas com o setor privado no país. O que é a cúpula "Cúpula Sobre o Impacto da Inteligência Artificial" dá continuidade ao processo iniciado no Reino Unido em 2023. A cúpula, que ocorre anualmente, tem como objetivo refletir sobre as diversas dimensões da IA, com foco principal em governança, um tema ainda pouco regulamentado globalmente. Além da cúpula, também está previsto uma visita oficial e a abertura do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) no país, o que deve gerar também demandas de empresários brasileiros interessados em fortalecer a presença comercial na região.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/02/19/discurso-lula-ia-india.ghtml


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